
terça-feira, novembro 24, 2009
Cigarette Countdown #8

quinta-feira, outubro 08, 2009
Cigarette Countdown #7
De volta do meu devaneio, confirmo: Não tenho controle, nem quero ter.
Você está na minha frente, tão real como tudo que eu invento.
Estamos tão perto de conseguir o que queremos, seus olhos fechados, os meus bem abertos, pra te memorizar, pra te desfragmentar em milhares de cores, milhares de luzes.
E passo a mão nos seus cabelos, seguro sua nuca. Mais um beijo, mais todos os beijos que eu posso te dar.
Colo na parede, me mesclo com o vermelho da cortina e te puxo pro fogo comigo.
Sua mão me toca, fundo. Atinge meus ossos, eles tremem. Seu dedo desce pelo meu ombro, peito, barriga. A mão inteira agora, me segura pelo quadril, desenha minha curva até as costas. A mão inteira, eu sinto todo o desenho dela, todas as linhas, todos os seus póros grudados nos meus. Seus dedos fecham, pegando o máximo de mim. É só a palma, mas sou eu inteira nas suas mãos.

O caminho ainda vai pra baixo, mais pra baixo... até onde iremos agora? Pra onde você leva o pouco ar que consigo respirar quando estou com você?
Suas duas mãos no meu quadril, me puxam com força pra você. Sua rapidez é impressionante! Atinge o bolso da calça, entra sem pedir licença, vasculha e acha... Puxa o isqueiro. É fogo que você quer? Vamos começar com esse. Vasculho em você também. Acho o maço, tiro dois, acende o meu. Acendo o seu.
Olha pra mim, mas olha bem e responde: Por quanto tempo mais terei que esperar?
FIM DO SÉTIMO CIGARRO
terça-feira, agosto 18, 2009
Cigarette Countdown #6 - Pausa para devaneios
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terça-feira, julho 21, 2009
Cigarette Countdown #5

quinta-feira, junho 18, 2009
Cigarette Countdown #4
Desviando de pessoas, fumaça, cabelos, copos... Isso é só um apartamento, mas pareço perdida numa cidade estranha, a sua procura. Tremo, muito! Frio não é. Minhas extremidades estão ardendo, meu rosto escaldado, fervendo com a lembrança quente do seu sorriso.
Passo por um, dois, três corpos. Não é o seu. Quatro, cinco, seis costas, nada me chama. Sete, oito, nove cigarros em mãos totalmente frias, secas.

Mas... Uma fumaça ao longe... Um cigarro... Sozinho, esperando alguém no cinzeiro. Será que você esqueceu lá? Corro pra pegá-lo... Como pode esquecer? Atropelo gente... Como pode? Pisoteio copos... Como? Cacos de vidro no caminho... Brasas crepitando sob meus pés... Fogo... Incêndio... Você ardendo! Te achei! Sua boca dizendo... "Você achou! Achei que já tinha apagado". Nunca. Nunca apaga.
Me aposso do cigarro abandonado, beijo seu ombro descuidado, pego na sua mão totalmente largada no vazio de uns segundos da minha ausência, e devolvo seu fogo estrategicamente entre seus dedos. Seu cigarro, que tive o prazer de ter por apenas uma tragada nessa noite.
E eu quero mais.
Ver você devorar o que restou da brasa que eu te dei é delicioso. Só ver... Você engolindo fogo, e seus olhos em chama, pra mim, incendiando a noite.
Mas eu quero mais.
E eu peço mais.
E ganho mais.
Da sua boca, o último segundo de vida do seu cigarro. E devoro como se fosse o último gosto seu.
FIM DO QUARTO CIGARRO

